| |
06/10/2008 - 12:14
Revista Mergulho nº147: Boto cor-de-rosa, o "flipper amazônico" do Rio Negro
Por Lucia Seale
Da Revista Mergulho nº147
A prática de alimentar botos-rosa no Rio Negro é pra lá de polêmica, mas funciona ao aproximar o homem do mamífero marinho e pode até ajudar na sua preservação
 | | Os botos mais velhos são os mais rosas, porque já estão com a pele mais gata | Os 115 quilômetros de Manaus até Novo Airão, à noite, pareciam uma eternidade. Apesar do asfalto novo, as rodovias AM-070 e AM-352 de vez em quando nos supreendiam: ora uma cutia atravessava, oram eram os olhos brilhantes de algum bicho não identificado que se embrenhava na floresta ao redor. Já passava da meia-noite quando finalmente chegamos a cidade de Novo Airão, conhecida pela possibilidade de interação humana com um dos animais mais famosos da Amazônia: o boto cor-de-rosa (Inia geoffrensis).
Chamado pelos locais de boto-vermelho, o animal é endêmico dos rios amazônicos de água escura e está ameaçado de extinção. Não se conhece ao certo quantos botos-rosa exitem na Amazônia, mas sabe-se que as populações vêm diminuindo paulativamente. O boto-rosa foi popularizado por Jacques Cousteau, quando viajou pela região a bodo do Calypso no início da década de 80 - expedição que resultou no belíssimo livro "Jacques Cousteau's Amazon Journey".
Para saber mais leia a Revista Mergulho nº147
|