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19/07/2007 - 16:47
Testamos os equipamentos básicos do bom mergulhador
Apresentamos – e testamos – coletes, asas, reguladores e lanternas disponíveis no mercado brasileiro
Por Alcides Falanghe
Da Revista Mergulho
Os equipamentos de mergulho deixaram de ser apenas uma necessidade básica e se tornaram objetos de desejo dos mergulhadores. Do outro lado, os fabricantes estão sempre buscando melhorar seus produtos, trazendo alguma inovação que facilite ou melhore a vida do sujeito debaixo d'água - e, claro, os faça trocar seu equipamento antigo por um novinho em folha. É, não dá para negar, mergulhador adora uma novidade. Até porque, além de cada vez mais funcionais, os equipamentos também ficam mais, digamos, vistosos, mais atraentes.
Sabendo disso, fomos atrás de alguns produtos para verificar se inovações funcionam mesmo ou são apenas jogadas de marketing para fazer você colocar a mão no bolso.
Para que não haja engano na compra, fomos para água e usamos os equipamentos para que a nossa opinião possa dar uma mãozinha na hora da escolha. Ou simplesmente alivie a insaciável curiosidade do mergulhador.
Versátil e funcional Regulador MK17 (Scubapro)
Balanceado por sistema de diafragma selado, foi desenvolvido para permitir uma boa respiração em qualquer condição. Cumpre o que promete? Sim, nos permitiu respirar sem esforço com qualquer pressão do cilindro, a 45 metros de profundidade e com outra pessoa respirando no octopus - o fluxo de ar se manteve o mesmo em todas as situações. No entanto, não tem regulagens de fluxo. Tem ajuste de pressão intermediária, ou seja, se entrar em free-flow, você pode regulá-lo com uma única chave, sem ter que fazer manutenção imediata. Outra vantagem operacional é que pode ser usado com o primeiro estágio virado para baixo, bom para os mergulhadores técnicos. Também pode ser usado em águas frias e poluídas, já que a câmara de pressão ambiente é seca, o que impede a entrada de areia ou outros sedimentos e previne o congelamento. Tem quatro saídas de baixa pressão e duas de alta e sistema de aclopagem yoke e din.
Mais pilhas, mais economia Lanterna Underwater Kinetics C8 LED (Sea Sub)
Por ser de led, oferece uma boa luminosidade, com baixo consumo. Usa mais pilhas que as outras (8 pilhas médias), mas garante boa potência e autonomia (cerca de 7 horas e meia). A luz é mais pura - branca -, bom para fotógrafos e cinegrafistas amadores. Também mantém uma intensidade de luz constante durante toda a vida da bateria e tem duas opções de potência (3 ou 6 watts).
O aumento da profundidade do espelho interno concentrou o feixe de luz, aumentando o alcance. Outra vantagem é que é bastante resistente; a lente é protegida por um plástico rígido. E o botão de ligar e desligar também fica bem posicionado. É praticamente neutra - um pouco negativa com as pilhas.
Agora sim, ágil como deve ser Câmera Pixtreme(Fund Dive)
A nova versão da digital compacta mais falada do mercado traz algumas boas e úteis inovações. Uma das mais significativas é o disparo, rápido na mais moderna (na antiga, era preciso ter um ótimo “timing” para capturar o peixe). A lente de aumento e o difusor de flash são ótimos para close-ups. O zoom digital é de até 4 vezes. No entanto, não tem acessórios para grande angular.
Outro grande up-grade foi a função de fotos seqüenciais. A câmera também resistiu bem aos 20 metros de profundidade (segundo os fabricantes, pode chegar aos 30). Vem com caixa estanque,com todas as funções acessíveis por ela, e flash embutido. Tem 3.1 megapixels e faz gravação de áudio e vídeo.
É uma opção boa e barata para quem quer dar os primeiros passos na fotografia sub.
Cumpre bem todas as funções Asa 30 (Fun Dive)
Sim, ela funciona direitinho como uma asa deve funcionar. Além disso, tem um ótimo diferencial em relação as outras: um suporte na própria asa propicia um excelente aderência ao cilindro simples – podendo também ser usado com cilindros duplos. Problema: o encaixe da mangueira com o power inflator não é no padrão do mercado. Isto é, a asa só pode ser usada com a mangueira própria. Tentamos usar duas já plugadas em reguladores e não houve santo que fizesse a peça encaixar.
A coladinha também para
mergulhadores autônomos Barracuda (Real Dive)
Inicialmente feita para caçadores submarinos, a long john com jaqueta também serve para mergulhadores autônomos. No teste, se saiu bem no que se propôs. Ou seja, ofereceu uma ótima proteção térmica. Fabricado em neoprene 5 mm, o revestimento interno emborrachado e com acabamento metálico propicia uma retenção extra de calor. Além disso, a falta de zípers (ou seja, aberturas) fazem ela funcionar quase como uma semi-seca. No entanto, dá um trabalho do cão para vestir.Talvez a colocação de zípers no punho e na canela facilitasse o trabalho. Na falta disso, o uso de shampoo pode ajudar.
Como uma asa e ainda mais prático Colete Malibu (Sea Quest)
O grande apelo aqui é a praticidade, já que vem com uma sacolinha integrada para ser transportado. É realmente uma vantagem, até porque a sacola é furada e permite a ventilação do colete. No entanto, requer um certo trabalho para enfiar o equipamento dentro do saquinho - nada que não fique mais fácil com a prática. Excelente para instrutores e quem viaja muito. Apesar dos D-rings, é um colete para mergulhos recreacionais. E cumpre totalmente a função. O lastro integrado e a possibilidade de colocar peso nas costas aumenta o conforto do mergulhador debaixo d'água. Também é inflável somente na parte traseira, o que melhora a hidrodinâmica.
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Matéria originalmente publicada na Revista Mergulho N°120
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